Posse do novo Guardião
Cerimônia de Posse
O Guardião
HOMENAGEM À JULIO DE CASTILHOS
terça-feira, 25 de junho de 2013
Homenagem à Júlio de Castilhos
Prezados confrades, irmãos e colaboradores
Convidamos Vossa Senhoria para participar da
palestra alusiva ao nascimento do grande líder
político riograndense Júlio Prates de Castilhos.
Local: Templo Positivista de Porto Alegre
Endereço: Av. João Pessoa, Nº 1058
Centro Histórico - Porto Alegre - RS
Data: Domingo, 30 de junho de 2013
Horário: 10h00min
Informações: positivismors@gmail.com
Visita ao Mausoléu:
Dia 29 de junho, sábado, às 11h a Congregação
Positivista Riograndense estará reunida junto ao
Mausoléu de Julio de Castilhos no Cemitério da
Santa Casa de misericórdia, convidamos todos à
comparecerem. Após a solenidade realizaremos
almoço de confraternização no Restaurante
Paradiso, na Av. João Pessoa, 1048.
Saúde e fraternidade
Afranio Pedro Capelli
Guardião do Templo Positivista de Porto Alegre
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Um positivista ortodoxo
Escrito por Gabriel Guidotti
Quinta, 11 de Abril de 2013 - 16:22
Nas manhãs de domingo, na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre, um simpático senhor de barba branca rompe o lacre do cadeado e abre as portas daquele que é o último reduto gaúcho de uma doutrina criada pelo filósofo francês August Comte, o Positivismo. Vestindo um terno suntuoso e uma cartola imponente, como se ainda nos encontrássemos em um passado não tão distante, o Sr. Afrânio Capelli oferece sua história como um brinde àqueles que vivem suas vidas em torno de um ideal.
Nas escadas que levam pórtico de entrada do Templo, Capelli é analítico. Em cada degrau há uma palavra escrita que dirige à religião. A subida, portanto, é escalonada em princípios do Positivismo. A cada domingo, impreterivelmente, Afrânio Capelli, abre as portas do Templo, esperando por pessoas que desejam conhecer mais sobre sua doutrina. Aos 82 anos, compila suas atividades de confrade com o ramo industrial, de onde tira seu sustento. Para a manutenção do Templo, não aceita doações externas. Tudo é mantido por ele e seus companheiros.
Durante sua explanação, fala com emoção e orgulho do Positivismo. Quando inquirido por um visitante se a religião é uma disciplina reacionária, muda seu perfil simpático para um jeito austero que antecede a resposta. Levanta-se de sua bem trabalhada cadeira de madeira e conta que impingiram na cabeça das pessoas a ideia de um Positivismo tirânico, argumentando que foi sim um governo exigente e forte, mas jamais reacionário. Como positivista ortodoxo, defende ferrenhamente os traços da religião, acentuando as dificuldades impostas por ela. “Ser um positivista ortodoxo é quase impossível. Ela exige de seus confrades uma conduta ética que é quase impossível. Mas eu não prego a doutrina religiosa positivista, eu prego o conhecimento sociológico”.
A palestra, entretanto, é interrompida por um barulho que vem do lado de fora. Em ritmo de brincadeiras infantis, os gritos histéricos de algumas crianças desviam a atenção do guardião. Por alguns segundos, cerra as palavras, esperando que o barulho termine. Não termina. Capelli busca, então, se socorrer de seu assessor, o Sr. Érlon, para intervir junto aos pequenos. Na retomada de seu raciocínio, é novamente interrompido por um som alto de rock n´ roll gospel. Tenta continuar, mas o foco de sua mente se dirige à casa ao lado, visível através de uma janela lateral do Templo. A igreja evangélica também estava em sessão. Um grupo de jovens comemorava, através da música, seus valores religiosos. Capelli levanta-se de sua cadeira e retira-se da sala por alguns momentos. Misteriosamente, o som se acaba. Em seu retorno, afirma: “Religião é aquilo que você se concentra para meditar, raciocinar; essa música não é religião, é carnaval”.
Na medida em que debate problemas sociais, dá o recado aos jovens: “qualifiquem-se e façam aquilo que vocês gostam. Se você faz o que você gosta, não é trabalho”. Nesse contexto, define sua infância como a de um menino muito pobre, cujo primeiro sapato decente foi concedido no exército. Mais tarde, visto a falta de oportunidades, estudou “feito um louco”, adentrando o SENAI da Rua Sertório. “Tive a felicidade de, nessa escola, encontrar um professor positivista. Foi ele que me incentivou. Eu o carrego na memória até hoje”. Ao falar de seu antigo mestre, lágrimas sinceras correm por seus olhos. A emoção forte o faz ter um mal estar momentâneo, necessitando de um copo d’água. A saudade é sentida por todos no salão.
Entre explicações históricas, visões políticas ou, simplesmente, interrupções não previstas, Afrânio Capelli encerra sua palestra convidando as pessoas a visitarem as outras localidades do Templo. Despede-se perguntando se há alguma pergunta da plateia. Poucos se manifestam, mas são prontamente atendidos. Os visitantes são conduzidos para o lado de fora onde o Sr. Érlon explica o significado de cada degrau da entrada. Sozinho, Afrânio Capelli permanece no limite do pórtico, apenas observando as pessoas, exibindo uma cara de satisfação. Mais um dia de trabalho bem feito. Uma manhã onde um novo grupo recebeu os mesmos ensinamentos que ele aprendeu com seu falecido professor. Relapso em pensamentos, entra novamente no Templo e lá permanece, como permaneceu durante grande parte de sua vida.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Bons tempos
Por Érik Ultrecht
Em um tempo não muito distante, existia no Estado uma política feita com honra e honestidade. O Rio Grande do Sul teve uma experiência, até bem sucedida, de ser governado por homens que se inspiravam na doutrina e religião positivista de Augusto Comte, que primava pela beleza de uma sociedade livre dos maus exemplos de corrupção, injustiça, preconceito e ódio. É claro que alguns atos de alguns homens daquela época foram reprováveis, como mortes e perseguições injustas, mas essas coisas também ocorrem nos dias de hoje para satisfazer interesses. Naquela época, a maioria dos homens que ocupavam o poder se sentia honrada em fazer política e eram honestos em suas ações, porque no passado os políticos honravam o seu ideal, o seu partido e a sua família.
Aqueles homens, influenciados pelo positivismo, construíram um Estado forte com políticos sérios, interessados no melhor para o Rio Grande e não para eles. Na virada do século 19 e nas primeiras décadas do século 20, políticos que estavam no poder e na oposição disputavam, muitas vezes com derramamento de sangue, a honra de fazer política em nosso Estado. Os chimangos e maragatos, positivistas e federalistas do passado, queriam colocar seus nomes na história do Estado, buscavam unicamente a honra de governar. Hoje, nossos políticos querem unicamente a fama e a riqueza, esqueceram-se dos lemas “viver às claras” e “viver para outrem”, que norteavam as ações dos políticos do passado, em especial dos positivistas que governaram este Estado para o povo com responsabilidade. Aqueles eram bons tempos, que talvez não voltem mais.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
IDEOLOGIA DE VIDA
STF rejeita imunidade tributária para Maçonaria
Por Elton Bezerra
A maçonaria não é uma religião. Com esse entendimento, o Supremo Tribunal Federal rejeitou recurso de uma loja maçônica do Rio Grande do Sul que pedia imunidade tributária. Na decisão, o ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso, foi seguido pelos ministro Ayres Britto, Dias Toffoli e Carmén Lúcia, ficando vencido o ministro Marco Aurélio.
Lewandowski rejeitou o pedido de imunidade tributária ao concordar com decisão que considerou a maçonaria uma “ideologia de vida” e não uma religião. “Nessa linha, penso que, quando a Constituição conferiu imunidade tributária aos ‘templos de qualquer culto’, este benefício fiscal está circunscrito aos cultos religiosos", disse o relator.
Para fundamentar sua tese, Lewandowski citou trecho de texto do site da Grande Loja Maçônica do Rio Grande do Sul que diz que [A Maçonaria] “não é religião com teologia, mas adota templos onde desenvolve conjunto variável de cerimônias, que se assemelha a um culto, dando feições a diferentes ritos”.
Os argumentos, porém, não convenceram o ministro Marco Aurélio, que considerou a interpretação de Lewandowski mais restritiva do que a leitura literal da Constituição. “No mais, o voto do ilustre relator acaba por promover uma redução teleológica do campo de aplicação do dispositivo constitucional em comento. É dizer: revela-se ainda mais restritivo que a interpretação literal da Lei Maior”, afirmou.
Segundo o artigo 150 da Constituição Federal, inciso I, alínea b, é vedado instituir impostos sobre "templos de qualquer culto".
“Há inequívocos elementos de religiosidade na prática maçônica. No mais, atentem para a norma constitucional: ela protege o culto. E este consiste em rituais de elevação espiritual, propósitos intrincados nas práticas maçônicas, que, se não podem ser classificadas como genuína religião, segundo a perspectiva das religiões tradicionais — e o tema é controverso —, estão dentro do escopo protetivo da Constituição de 1988”, justificou em seu voto-vista.
Marco Aurélio disse que, embora haja disputa em torno do conceito de religião, numa perspectiva menos rígida, afirma ser possível classificar maçonaria como corrente religiosa.
“Há uma profissão de fé em valores e princípios comuns, inclusive em uma entidade de caráter sobrenatural capaz de explicar fenômenos naturais — basta ter em conta a constante referência ao ‘Grande arquiteto do Universo’, que se aproxima da figura de um deus. Está presente, portanto, a tríplice marca da religião: elevação espiritual, profissão de fé e prática de virtudes”.
Para o ministro, a decisão contraria entendimentos anteriores do Supremo, já que decisões da corte conferiram uma interpretação ampla às imunidades. “Essa corrente se expressa, por exemplo, no reconhecimento da imunidade aos álbuns de figurinhas”, relembrou Marco Aurélio.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Participação de Falecimento
Prezados confrades e amigos
Com pesar informamos o falecimento do Sr.Osmar Pimentel Batista da Cunha,
dileto e antigo colaborador de nossa instituição.
Acreditamos na transformação derradeira e convergente como primeiro passo
para a garantia de uma imortalidade subjetiva, unindo este nosso querido ente
novamente à sua grande e eterna casa, a natureza.
O corpo está sendo velado na Capela " J " do Cemitério São Miguel e Almas e
o sepultamento será as 15h de hoje (31/05/2012).
Pedimos à todos nestes dias os mais elevados pensamentos e considerações
sobre este querido amigo.
Saúde e fraternidade
Afranio Pedro Capelli
Guardião do Templo Positivista de Porto Alegre
www.positivismors.blogspot.com
Cemitério São Miguel e Almas
Avenida Professor Oscar Pereira, 400 - Azenha
Porto Alegre / RS
Telefones: (51) 3227-2766 (51) 3223-2930
http://www.cemiteriosaomiguel.org.br
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Uma sede para a ARL
Intelectuais querem ocupar a Confeitaria Rocco
O presidente da Academia Rio-Grandense de Letras, Sérgio de Borja, esteve reunido na manhã desta quarta-feira (2/5) com o presidente da Câmara Municipal, vereador Mauro Zacher (PDT), pedindo a interferência do Legislativo junto ao Executivo, no sentido de que o prédio histórico da Confeitaria Rocco, localizado na esquina da Riachuelo com Dr. Flores no Centro Histórico de Porto Alegre, seja destinado à academia que pretende ocupá-lo instalando sua sede própria.
Segundo Borja, o objetivo é buscar parcerias, público-privado, formando uma sociedade de amigos aos moldes do que é hoje o Theatro São Pedro, com a criação de espaços dinâmicos para lançamentos de livros, conferências, exposições e mantendo, inclusive, a confeitaria que faz parte da história da Capital freqüentada pela grande maioria dos intelectuais gaúchos, observa.
O historiador Moacir Flores, membro da Academia e presente à reunião desta manhã na Câmara, observa que a instituição possui uma pinacoteca com uma série de quadros doados por artistas de todo o país, e lamenta: “infelizmente não temos paredes para colocá-los”.
A Academia Rio-Grandense de Letras integra 40 escritores e funciona hoje numa pequena sala na Rua dos Andradas, o que não é um local adequado para receber escritores de outros estados e realizar encontros, conferências e seminários, observa o vice-presidente Avelino Collet.
Audiência
O presidente da Câmara se comprometeu a marcar uma audiência com o prefeito José Fortunati, para que o pedido da Academia seja oficializado. Zacher também vai destinar o espaço da Tribuna Popular na Câmara para que os poetas e escritores possam se manifestar a respeito do projeto para a sede própria.
Participaram da reunião o vereador Airto Ferronato (PSB), além dos acadêmicos Heino Willy Kude, Élvio Vargas e Zélia Helena Sampaio.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Moysés Westphalen por Fernando Westphalen (in memorian)
Moysés Westphalen foi sempre, em toda as ocasiões de sua vida, um homem religioso.
Um positivista religioso.
Buscou aperfeiçoar-se o tempo todo, lendo, estudando, convivendo com as pessoas, ouvindo (que grande ouvidor ele era!), pacientemente, ainda que o que lhe contassem não passasse de uma grande besteira.
Para todos tinha uma palavra de fé no gênero humano, compreendendo as nossas falhas, citando sempre a frase adequada de seu mestre "Augusto Comte".
A impaciência da mocidade diante dos desmazelos da política e dos governantes era recebida com muita simpatia por ele, que nos explicava:
"Os sentimentos são muito importantes para o desenvolvimento do ser humano, mas as vezes perturbam a razão , levando-nos a cometer erros.
As verdades sociológicas não se alteram por nossa vontade.
Precisamos nos despir das vaidades , as vezes inconsciente, que nos leva a supor que podemos mudar o mundo como num passe de mágica.
Podemos mudar o mundo, sim, com nossa pregação constante e principalmente através do exemplo.
Mas a natureza não faz saltos - as mudanças surgem lentamente e precisamos ter consciência disso para não sofrermos grandes frustrações.
Dizia-nos essas coisas de maneira sempre simples, nunca professoral, embora fosse ele um professor de profissão.
Ele que foi um exemplo em tudo na vida.
Um exemplo de pai dedicado, sempre ao lado de sua companheira. acompanhado-a com carinho e resignação o longo período (14 anos) em que, irremediavelmente enferma se encaminhava para a morte.
Um exemplo de Pai, que NUNCA mediu esforços para dotar seus onze filhos com o melhor que seus recursos financeiros podiam pagar.
Nunca faltou a roupa digna ,a boa comida, o melhor remédio , a melhor escola - a nenhum deles.
Mas o mais importante é que nunca lhes faltou a compreensão, o conselho na hora certa e o imenso carinho, ás vezes disfarçado.
Parece que ele tinha um certo pudor em manifestar seu imenso "coração".
Um exemplo de amigo , que nunca negou a ninguém uma palavra de compreensão e que, muitas vezes , sacrificou muitas coisas para ajudar financeiramente os que lhe pediam socorro.
E mantinha sempre em segredo essas ajudas, de modo que nunca ninguém soube o seu montante.
Mesmo sem condições para tal, assumia e pagava de seu bolso os consertos urgentes que a Capela positivista necessitava, sem nunca reclamar.
Moysés Westphalen foi um exemplo magnífico da raça humana, um exemplo para os que o sucedem.
Um exemplo de homem público que nunca esmoreceu em sua luta para resgatar a dignidade de nossos irmãos indígenas, esbulhados pelo poder Público no que tinha de mais sagrado - as suas terras.
Escreveu por mais de quarenta anos na imprensa gaúcha contra a injustiça social , clamando por reparação .Influenciou autoridades , assessorou deputados, participou de CPI , representou , usou todas as tribunas para batalhar pela CAUSA DO ÍNDIO, nunca esmorecendo e nunca pedindo nada , a não ser o que era do índio - de fato, e que lhe foi tomada a força pelo homem branco.
Sabia que a luta era inglória, mesmo assim lutava cada vez mais , porque "essa é uma causa justa.A redenção do índio , como previa RONDON , esse grande positivista, está em jogo. Não podemos esmorecer nunca."
" Texto escrito por Fernando Westphalen(in memorian) na ocasião da transformação de seu pai e nosso eterno Mestre Moysés Westphalen, garantido assim a merecida imortalidade subjetiva destes diletos, atuantes e convergentes confrades positivistas adeptos e fiéis seguidores ´propagandistas da religião da humanidade. "
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